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Prelazia de Tefé

A região do médio Solimões tem sido local de desafio missionário. Durante a colonização esta área foi catequisada pela Congregação dos Carmelitas, tendo como principal expoente Pe. Samuel Fritz, o qual é responsável pelas principais missões ao longo do alto e médio Solimões. Depois de meio século de assistimento pastoral os Carmelitas foram expulsos da Amazônia em 1798; desde então, a vida pastoral da região era atendida por padres diocesanos de várias regiões do Brasil que eram enviados para esta região pelo bispo da Diocese do Amazonas, com sede em Manaus.

Prelazia de Tefé
Catedral de Santa Teresa D’Ávila

A convite de Dom José Lourenço da Costa Aguiar, bispo da diocese do Amazonas, os padres da Congregação do Espírito Santo vieram trabalhar em sua imensa diocese assistindo pastoralmente os indígenas e os caboclos que sofriam com a escravidão e com os maus tratos dos coronéis da borracha.

Segundo Pedrosa (2008, p. 54), “em 1987, os espiritanos assumiram Manaus e a missoa da Boca de Teffé, na paróquia Santa Teresa D’Ávila. Em Tefé, os missionários receberam das autoridades municipais e estaduais um grande terreno, que foi transformado na sede da missão para toda a região atualmente compreendida como Prelazia de Tefé, Diocese do Cruzeiro do Sul e parte da Diocese de Coari”.

A Prefeitura Apostólica de Tefé foi erigida a 23 de maio de 1910, pelo Papa Pio X, por meio da bula Cum ex nimia Diocesi Amazonum, desmembrada da então Diocese do Amazonas, hoje Arquidiocese de Manaus. Em 16 de agosto do mesmo ano a Congregação para a Propagação da Fé, nomeou o francês Pe. Mons. Miguel Alfredo Barat CSSp, prefeito apostólico de Tefé conferindo-lhe a Facultas Administrandi. Em 1931, por meio da bula Munus regendi, do papa Pio XI, cedeu parte de seu território para a criação da então Prelazia de Juruá, atualmente Diocese de Cruzeiro do Sul.

Em 1946, o velho Monsenhor Barrat já cansado e doente, renuncia o governo da Prefeitura Apostólica de Tefé. Em 12 de julho do mesmo ano, o Pe. Joaquim de Lange é nomeado o segundo prefeito apostólico de Tefé. “Monsenhor de Lange confiante na graça de Deus resolveu pôr em prática o seu sonho, e embarcar em uma viagem segura. Pede à Santa Sé, em Roma, que eleve a Prefeitura Apostólica de Tefé a Prelazia Nullius” (PEDROSA, 2008, p. 60).

Em 11 de maio de 1950, pela bula Quum Deo adjuvante, do papa Pio XII, foi elevada a Prelazia e confiada pela Santa Sé aos cuidados da Congregação do Espírito Santo, tendo como primeiro bispo o espiritano Monsenhor Joaquim de Lange que permaneceu no comando da Prelazia até 1982.

No dia 31 de julho de 1980, o Papa João Paulo II nomeou o padre espiritano Mário Clemente Neto como bispo prelado coadjutor de Tefé, no estado do Amazonas. Recebeu a ordenação episcopal no dia 19 de outubro de 1980, em Itaúna, das mãos de Dom Joaquim de Lange, Dom José Costa Campos e de Dom Alfredo Ernest Novak. No dia 15 de dezembro de 1982 tomou posse como bispo prelado, sucedendo a Dom Joaquim de Lange.

Em 1998, o papa João Paulo II nomeia o padre espiritano, Sérgio Castriani, como bispo coadjuntor da Prelazia de Tefé sendo ordenado bispo em 09 de agosto de mesmo ano na sede da prelazia. Dois anos depois, por motivo de idade, Dom Mário Clemente renunciou ao múnus pastoral no dia 19 de outubro de 2000. Dom Sérgio assumiu como bispo prelado e durante quatorze anos esteve a frente desta Igreja Local. Com a renúncia de Dom Luis Soares Vieira de 12 de dezembro de 2012, o até então arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani foi chamado a sucedê-lo como arcebispo de Manaus.

Com a transferência de Dom Sérgio, a Prelazia passou um ano e meio vacante. Neste período de vacância Pe. Pedro Schewior, fidei donun da Polônia, assumiu como administrador diocesano até a nomeação de Monsenhor Fernando Barbosa CM, padre lazarista, em 14 de março de 2014. Ordenado no dia 28 de agosto de 2014, Dom Fernando Barbosa tomou posse na sede da Prelazia em 21 de setembro do mesmo ano.

Atualmente, o território da prelazia é de 264.675 km², organizado em 14 paróquias. Abrange os municípios de Alvarães, Carauari, Fonte boa, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Maraã, Tefé e Uarini. Localiza-se no centro-oeste do estado do Amazonas. Faz limite com a Colômbia, com as dioceses de Alto Solimões, Coari, Cruzeiro do Sul e São Gabriel da Cachoeira e com a Prelazia de Lábrea. Sua vida eclesial é animada pela presença de congregações religiosas que se distribuem no grande território da Prelazia, entre elas as irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora (Alvarães), Congregação de São Félix de Catalice (Japurá), Irmãs Catequistas Missionárias de Maria (Carauari) e a Congregação das Franciscanas Missionárias de Maria (Tefé), Congregação de Santa Catarina (Fonte Boa, Tefé), Irmãs da Santíssima Trindade (Caiambé – Tefé), os frades Franciscanos Conventuais (Tefé, Juruá); bem como as mais de 500 comunidades eclesiais de base.

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